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Blog de eliezersb35
 


Gratidão

 

Não espere que alguém morra por você para que você o agradeça,

pois a gratidão deve ser um exercício constante uma vez que não pesa a ninguém. Muito maior que o agradecimento e o exercício prestado pelo coração.



Escrito por eliezersb35 às 12h48
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A imagem!

A imagem!

A imagem desse ser que move

deixa- me imóvel a prosseguir

E ao ouvi- la nada, em nada penso,

Como se pensar não fosse o existir!

Minha questão de fato é se existo

Se vale apena ser visto que o ser

desfaz- se frente à imagem que apreende,

logrando a essencia ao me prender!

 

 



Escrito por eliezersb35 às 12h59
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No inicio

No inicio a cachoeira cristalina

Corria ao redor de um jardim

Onde as flores brilhavam intensamente

E os animais viviam a brincar

Havia o bdélio o ouro e prata

E escondido abaixo o diamante

Só não havia ainda o sentido

Dos bens e assim os bens eram mantidos

Mas Deus inventou de inventar o homem

E nele pensamento fez valer

Um ser superior aos demais seres

Que antes estavam sempre a brincar.

E inventou – o homem – o capital,

Então a cachoeira enegreceu

E houve- se grande desmatamento

E as flores perderam- se na poluição,

E os animais perdidos se tornaram

E as pedras deram status – ao ego seus!

Rezeile Selva Nascto



Escrito por eliezersb35 às 12h37
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A Pedra perguntou ao Barro

Muito, mais muito antes de existencia do primeiro dinossauro, dizem, aconteceu que...
A Pedra perguntou ao Barro:
"Que sentimento maluco é esse"?
Enquanto isso o Barro quieto desmanchava- se em lágrimas.
Porém a Pedra insistiu:
"Vamos Barro, diga alguma coisa!- Por que não para de chorar?
Mas o Barro derretendo; sem força, continuava a desfazer- se em lágrimas.
Então a Pedra insistiu:
"Vamos Barro, reaja"!
Mas o Barro humildemente dissolveu- se e levado pela água, partiu- se...
E assim o Barro partiu rio abaixo e as lágrimas perderam- se em seu leito,
enquanto a Pedra intacta continuava como um nada no horizonte.
- Então a Pedra desesperada emudeceu e, enfim nada mais falou!
Rezeile Selva Nascto


Escrito por eliezersb35 às 09h38
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Fico triste ao perceber a infelicidade

Em que vivem meus antecessores

Por saber que não estão além de mim

Mas ao mesmo tempo abstenho de mim

Esse pensamento erroneo que me assalta,

pois também, de alguém, sou um antecessor!



Escrito por eliezersb35 às 14h39
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Ah, como você dançou

Aaah,
Como você dançou aquela música,
Como você vibrou naquele palco,
Como você foi feliz.
Ninguém te reconhecia,
Suas noites eram dias,
Antes de você partir.
 
Mas você partiu
e lá no primeiro mundo
você conheceu a letra
que você dançou...
 
Você traduziu a música
que você cantou
e conheceu o cantor
que tanto, sem saber que amava, amou!
 
Agora você volta
com um ar de ciências
Agora você sabe tudo,
Você conhece o mundo,
 
Agora já não cantas mais,
agora já não danças mais,
 
Se soubesse que se tornaria assim,
Será que tu partirias?
Se soubesse que retornarias assim,
será que não ficarias?
 
Agora tu apareces aqui
dizendo que tudo mudou,
Agora tu olhas e diz :
"Não sou mais criança",
Mas tu não eras criança
quando partiste.
 
Tu tinhas acabado de completar
os dezoito,
e aquela viagem foi o último presente
herdado de seus pais!
 
By RezeileSelva

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Escrito por eliezersb35 às 14h33
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Quando o meio ambiente fala, o que você ouve?
 
    Em uma manhã nebulosa, estávamos discutindo em um círculo acadêmico, sobre as catástrofes que mancharam significantemente a história da humanidade.
    Para que pudessemos discutir de uma formas ampla, mas concisa, resolvemos nos limitar em dois tópicos - A segunda guerra mundial e World Trade Center, porém os ânimos acirraram- se e, como se o que importasse fossem notas individuais, todos se opunham num ímpeto desesperador.
    Um aluno, que permanecera calado, de repente, levantou- se e, dando uma volta, aproximando- se da janela, perguntou:
    "Vocês acham que a queda das Torres gêmeas foi uma catástrofe? - Qual a relação entre o celebre Albert Einstein, inventor da teoria da relatividade, e as cidades de Hirochima e Nagazaqui?"
    Por uns minutos o silêncio impregnou o ambiente, a inteligencia de Einstein tinha levado ao caos milhões de vidas, entretanto, enquanto o silêncio pairava, o jovem continuava:
    " A ignorância, em sua essência, impera nos grandes homens: os que legislam, os que executam e os que dizem amém baixando suas cabeças.
    É preciso escutar e ver com uma consciência aguçada os prenúncios sobre uma grande catástorfe.
    Olha o céu! - Onde está o tapete azulado que estendia sobre nossas cabeças? - olhem nossas peles queimadas! - Vejam a situação de nossos rios?
    É difícil diferenciar o tempo e suas estações tão descontrolados!
    O que estamos fazendo é muito pior que uma guerra  mundial, estamos patrocinando a destruíção com nossos brinquedos de consumo, todavia, escuto uma voz baixinha e ofegante dizendo:
    "Eu preciso de água, luz, oxigênio... ... preciso de você."
    Naquela reunião de cunha acadêmico, as vozes, outrora com fogo cruzado, talvés fossem silenciadas pelo tempo, porém um único momento de lucidez, em que a coletividade deu voz à realidade, compreendemos, que as vezes é preciso agir com consciência, refletindo sempre, para não incorrermos nos mesmos erros e, enfim, nos arrependermos sobre os corpos carbonizados; caídos e os destroços causados por um grande caos."
    "Preciso de água, luz, oxigênio..." - E você?



Escrito por eliezersb35 às 15h03
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Na casa dela

Na minha casa têm comida,
têm bebida, têm descanso,
têm café
Na minha casa
Têm balanço; têm sossêgo;
Tudo que um Homem quer...
Na casa dela
Não há cômodo
só banheiro e cozinha
sem comida
O que fazer, porque negar
Se ela eu amo
Onde é que eu vou (morar), viver.
Minha fazenda têm meus carros
e cavalos; têm pandeiros
Têm cavacos
Tudo que um Homem quer
Na casa dela não há c^co;
Não tem queijo, nem espaço
pra piscina, mal se pode viver lá...
Minha cidade é Pátria
do turismo,
Têm espaço infinito
há praia pra foliá
Na praia dela
Não tem água nem areia
que cidade, que pobreza!
Mas é lá que eu vou morar!!!
G. Lê. Telavivi (1999)
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Escrito por eliezersb35 às 09h11
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Uma Folha no jardim

Uma Folha no jardim de folhas

Essa- uma folha especial...

As folhas brilhavam e refletiam ao sol...

Não havia verde mais intenso

quanto ao brilho -  brilhos refletidos,

brilhos de folhas, Folha do jardim...

Mas que todo o imenso refletido

era o reflexo vindo do sol

que refletia a essencia jardineira

de Quem cuidou de amor todo o jardim...

Era de todos o mais belo, era de todos o mais florido...

Era cercado pelo infinito muro que arredondava o jardim...

Não sei que rei, rainha ou belo principe

 - não sei a quem pertencia tal jardim!-

Quê sei é que havia um jardineiro que talhava com vida o jardinar,

que dava a vida - deu- a - toda ao gosto

 daquilo que esmerava cor de amor!

Té qu'um dia as cousas breviaram

e pôs- se ao papel o seu viver,

sentado ao banco que jamais sentara

os olhos pôstos pôs- se ao papel - a dedilhar...

E tarde, quando o brilho não se esmera

pousou- se todo num só descansar,

e a Folha escapou- se dentre os dedos

e com Sua vida pôs- se a voar

sobre o chão limpo e feito sobre esterco

sobre esmeraldas folhas - a Folha: Avoar!

 

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Escrito por eliezersb35 às 12h03
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O Dilema de Demóstenes

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O dilema de Demóstenes (conto)

Soube, por meio de uma recente coluna de um jornal, que havia um homem muito bom, em uma cidade do interior de Goiás, fácil de relacionar- se e negociar. Era um homem de estatura mediana, tinha um falar amaciado e jeito muito delicado. Era de todo modo, o melhor; aquele que pra tudo o que precisasse, independente de onde fosse, não haveria distancia que impedisse o não ir do homem. Pronto que, em matéria de ajuda, nada negava o sujeito.

Era, como disse, de estatura mediana, tinha um falar amaciado e jeito delicado. Foi o tempo e com ele, o Homem fazer fama por onde passasse. Tinha sempre consigo, a facilidade de relacionar- se e mudar o ambiente que chegasse com palavras dóceis e amenas. Tanto fez que, pelo que dizem as línguas, fora convidado para participar de eventos de primeira classe.

Nesse ir e vir, pôde palestrar instruindo, a princípio algumas cidadelas, mas logo, com a fama, alagou o conhecimento e, com tanto sucesso, avançou fronteiras, conhecendo todos os estados nacionais, começando por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais entre outros. Com as experiências, começou a adquirir novos hábitos e, com os hábitos, novos vícios.

Falava de família, da importância da célula Mãe da sociedade, citava os filósofos gregos, enfatizava a necessidade do culto à Gaia, húmus, terra. Sempre dizendo que a vida não está nos extremos, mas nas consciências que possuem aqueles que tratam- na como objeto de análise.

A única coisa que não considerava a sério, era a coincidência de nome, escolhida entre os pais que, para ele, era pura ignorância do destino, pois aquele grego era sábio e ele, embora com o mesmo nome do *orador antigo, insistia em dizer, qual Sócrates, “que nada sabia.”

Agora, além de ajudar as pessoas, tinha que desenvolver o discurso, já não havia tempo para duas coisas.

A verdade é algo que a gente não busca, a gente é. Por isso, percebeu que até aquele momento as coisas estavam de acordo com o que havia vivido por sua vida. Uma vida de consideráveis conquistas, como o cultivo de hábitos que proporcionaram a valorização do humano, mediante o cultivo do esporte coletivo, do lazer, de festividades que envolvessem a todos e despertasse o gosto por uma leitura e releitura da vida e de livros diversos.

Conheceu Mônica, uma mulher muito meiga; amorosa, morena e carinhosa, em um de seus discursos. Com o tempo, acostumou- se com o amor e carícias que não conhecia à anos. Foi a mulher ideal, socióloga de classe média, mulher apaixonada, para mudar definitivamente a sua vida. E mudou. Demóstenes assumiu o nome e incorporou um espírito de grego orador. Preparou discursos em português, em latim, utilizou vocábulos de origem grega, alemã, francesa, italiana entre outras, deixou barba bem feita e comprou social.

Sua vida, agora, estava quase um filme, esperava- se a glória, o vento tinha levado os seus discursos aos mais longínquos mundos, não poderia mais aceitar, como antes, manter os mesmos discursos e, principalmente a essência, visto que a classe era muito mais exigente que a de costume.

Mônica sabia o que fazer, preparou personal trainer, estilistas de ponta, comprou trajes a rigor, fez de tudo, era a hora da consagração!

Fora convidado para um discurso de posse do presidente da Academia Latina de Letras. Seria o responsável, seria o dono da noite – ao menos o responsável para conduzir o espetáculo imortal!

Tinha trabalhado quase todos os dias daquele mês, estava chegando a virada do ano, era quase dia de natal, mas a festa deveria como queriam, mas nunca se soube o porque, deveria ser na virada de natal.

O Homem tinha tudo em mãos, as roupas estavam à disposição, o discurso previamente preparado, a mulher, como nunca, também preparou o seu melhor traje. “Eis o dia,” dizia...” É hora da águia!”

Entrou no chuveiro quente, quase pelando, sem perceber, sentiu na pele dores e, logo aos ais, mudou a chave num desesperar- se, sentiu o inverso em gelo e logo, duro, caiu sem fala, frio; trêmulo e, amortecido.

A mulher, escutando o som no maior volume possível, nada percebia. Passava de um lado para o outro cantarolando a música e dançando num ritmo de festa, como quem vai ao baile de festa dos 15 anos ou, quem sabe, alguém que acabara de ganhar na loto.

Não percebia nada, quase nada. Às vezes olhava para o vestido pendurado num olhar admirador. Fitava o olhar ora no vestido, ora no salto prateados. Dizia em alta voz com ar de graça: “Que noite, meu Deus! - Que noite será essa!”

Dizia a frase célebre ao estilo barroco, que falara o marido num grande discurso: “Se a vida não fosse musicada não haveria sentido o existir, mas não é que a vida não é musicada?”- Quando sentiu nos pés um tocar de água frio. Desligou o som. Sentiu um inesperável e estranho ar. Intacta – caiu num desespero frenético, ao perceber que o estranho pairava a noite de seus dias. Seu estado emocional mudou- se tal qual a temperatura ambiente.

Era o terror em gritos, não mais um canto, mas lágrimas e gritos de desespero. Seu homem, seu orador, seu porta voz, agora como um túmulo, caído entre águas. Teria sido aquele o seu último discurso?

Não poderia ela esperar o pior, correu, sacudiu o seu homem, bateu em seu homem, fez respiração boca a boca, rezou um terço, rezou o pai nosso e exclamou desesperadamente blasfêmias, ao saber que nada poderia ser feito. Mas o mal quando bem, nem sempre vem fatalmente e muito menos fatal é a morte, por isso, após muito choro, após muitas lágrimas, depois de chegarem muitos vizinhos, depois de chegarem os bombeiros, a segurança sanitária, os médicos, todos – Homens e mulheres, jovens e moças, todos os olhares curiosos. Depois de pessoas, inúmeras pessoas, anunciarem o canto do adeus, depois de os fãs começarem a repetir frases celebres de seus últimos discursos, do nada, como quem vem do além, o homem mexe os braços numa lentidão letal, porém perceptível!

“Os médicos reparam, fazem massagens, dão choques e, enfim, conseguem o inacreditável! ’’

Demóstenes acorda quase completo, quase são. É levado ao hospital, sem a vontade da mulher, é arrancado da casa por Forças e Urgentes vestes brancas.

Feito todos os exames, dado todos os cuidados possíveis, feitos todos os reparos precisos, Demóstenes, por precaução, é orientado a continuar no hospital, pois suas cordas vocais estavam gravemente afetadas.

A noite lá fora, era outra. Nem um pingo de chuva, nem uma nuvenzinha no céu. O céu só não era azul porque era noite. As estrelas brilhavam intensamente, as pessoas soltavam fogos e rojões preparando o momento solene, os céus, os anjos, a terra, as crianças – Todo o mundo, toda esfera terrestre e celeste, tudo estava propício para uma grande festa.

Parecia que haveria uma concordância, a televisão mostrava os povos em Copacabana - o espetáculo armado. As imagens nítidas lumiavam, os brilhos nítidos nas câmeras, nos olhos dos repórteres. A Avenida Paulista estava cheia, de um colorido vivo, luminoso, belo, gracioso. O mundo unido numa só esperança, a Sé pronta para ressoar o sino – Tudo a favor, quase tudo!

Chega o momento do discurso. A casa cheia. Presidentes, diplomatas, jornalistas e escritores de diferentes nações, esperam ansiosamente o discurso. A direção, de última hora, informa o que ocorreu.

Mônica, desapontada espera abaixo o que ocorrerá.



Escrito por eliezersb35 às 19h45
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O dilema de Demóstenes: continuação.

 

A cidade satélite, projetada, arquitetada, cede seus ouvidos candangos e bem vindos. Todos já sabem o que houve. Há convidados ilustres de países latinos, da America e Europa. Uma cerimônia solene, tudo bem arranjado, cada detalhe, cada exibição.

Os presidentes americano, grego, russo, espanhol, argentino, cubano e francês sentados em lugares amplamente, confortavelmente visíveis, seus seguranças igualmente trajados, câmeras friamente postas em ângulos precisos, a cidade completamente vigiada.

Desce um homem baixo, feio e franzino, um homem pouco conhecido, se apresenta e emenda, sob o olhar de todos, o discurso:

“A vida não é menos que uma grande ilusão, ela, sabiamente, nos promete um futuro brilhante, mas sabe ela que bem antes de aparecer, nove meses antes de nascermos, éramos felizes, mas sem noção das luzes da felicidade. A morte não é menos que o retorno aos dês- sentidos da vida. Esse tempo que passamos, somos ludibriados por ela, comemoramos mais um ano como se estivéssemos vivendo mais, porém estamos vivendo menos, porque nossa morte; nosso retorno está próximo. Quem morre cedo tem menos frustrações, quem vive mais tem mais dores e aborrecimentos. As rugas de um velho e fraqueza de seus ossos, a falta de visão e audição. Todas essas coisas comprovam que viver é está alienado. Só a arte eterniza o momento, eis a única alienação deleitosa, porém, se a vida não for arte, que sentido tem vivermos?

A vida é um longo, breve discurso, suas mensagens permeiam nossas almas por experiências diversas, não há nada mais misterioso e convincente que as tintas escritas nesse papel, nesse papel humano que somos. A vida é uma representação teatral, onde todos participamos. A arte imita a vida, por isso, a vida é a verdadeira arte. Somos papeis preenchidos com tintas transparentes, ora preta, ora branca, mas todas transparentes. Nossos semblantes refletem nossas alegrias e tristezas. Essas tintas, porém, tem o seu tempo, reduzidos ou não, por isso a vida passa, o artista cede a outro sua vez, e a morte impõe uma nova experiência mesclando os restos de tintas preto e branco apresentando um lindo e belo cinza, inaceitável!

Só a vida tem o poder de apresentar o medo. Só a vida pode, com esmero, ludibriar- nos com sonhos e sonhos. Quem promete melhor que ela?

Quem vive o futuro dos projetos nela idealizado?”

Logo após a última pergunta, começou Mônica, desesperadamente a chorar...

Os telefones vibram,

Os homens calam,

O Orador pede um minuto de silêncio.

Era o fim do discurso, não havia mais fala; sem palavras!

A noite estava toda escura. As estrelas haviam se recolhido. As nuvens negras tomaram radicalmente todo o espaço, as chuvas ameaçavam... ... Começou a chover gotas de águas em forma de cubículo de gelo.

As horas passavam paulatinamente, os ponteiros como um discurso mórbido insistiam em rastejar, batiam suas batidas como pregos de cruz, impondo suas marteladas precisas num compasso lento, estranhamente lento como morte prometida, como morte prostrada ao leito de um velho, paralisado em cama aos cuidados de olhares desgastados e desanimados pelo tempo, os ponteiros do relógio, o tempo, os ponteiros do relógio de Deus!

As câmeras, os jornais, as cidades, o mundo se recolheram, tal era a violência cubicular que desaguava sobre a terra!- As pessoas, com medo, fugiam em busca de alguma cobertura, bêbados caiam, mulheres e crianças eram atropeladas pela multidão. A promessa de uma grande festa, assim como as estrelas, se recolheu, contrariando a profecia de sua essência - data e convenções. As águas insistentemente arrastavam corpos, como num dilúvio, sem destino certo, tragados nos bueiros da morte. O espetáculo da vida estava encerrado.

Findo a gênese, eis o apocalipse:

No quarto do hospital um silêncio vazio, o orador sentou- se em seu leito, pôs sobre o queixo a mão, como quem pensa refletindo diante ao espelho; retro horizonte; o horizonte além das quatro paredes. O que é que estava a refletir?

“Imagens transitavam sobre sua cabeça, as frases; ilustres frases, discursos fragmentados, metáforas, alegorias, imagens de pessoas, condecorações, elogios de amigos, inúmeros prêmios, presentes de fãs, enfim, pensou retrospectivamente em tudo, colheu toda memória desde o conhecimento por gente ao conhecimento por homem de mulher e, por último a imagem da mãe chamando- o!

...

Passou a refletir sobre futuro, sobre o que poderia fazer ou o que seria interessante, o que seria preciso. Deu ouvidos às imaginações, aos sonhos. Tudo parcimoniamente encaixado num espaço ínfimo de tempo; compacto, era um filme, mas o filme mesclou- se à realidade e os sonhos confundiram- se como num louco confunde- se em graça o falar, o ser e o não ser, no ouvir de platéia, mas sem falar, interdictum; interditado de seu único dom; sua precisa maestria, em lágrimas comoveu- se, moveu- se, levantou- se e...”

- Os médicos fizeram o que puderam, mas no distrair dos tempos, Demóstenes rancou o lençol, prendeu- lhe o pescoço, pendurou- se na janela e, como chuva de pedras, lançou- se abismo abaixo!

Foi encontrada em seu leito uma folha virgem; sem palavras!

***

 



Escrito por eliezersb35 às 19h44
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Resposta a um amigo.

Todos os direitos reservados
Rose é uma abreviatura,
uma sigla talvez,
uma ilusão,
um sonho,
uma utopia,
uma religião,
uma deusa,
uma estrela,
uma Lua,
uma canção,
uma desinteria privada em tempo, depois de tanto correr,
um prêmio particular,
um furto de um primeiro beijo
um orgasmo dúplamente qualificado,
um seafoof à todas etiquetas possíveis,
um desaguar no deserto,
um banho de porra na porra da puta política perfeitamente padronizada portuguesa
um banho de mar em plena capital,
um afogamento nas águas dos desejos
após ficar a vida inteira sobre os preceitos
robóticos da solidão em uma cidade árida em si,
um expressar pleno; poeticamente refletido,
e um tapa bem dado no rosto da mulher do presidente
em plena campanha de reeleição,
Rose é tudo de bom e, ainda mais, tudo que desejo
àqueles rôbores sem vida que se enterraram em nome de "Deus",
e àqueles que se engessaram ao filiarem em algum partido em nome de ideologia
que não acrescenta em nada, naquilo que suas falsas bocas prometeram, mas que não atingiram suas conciências sujas e estúpidas,
Rose é qualquer Rosa que se mantém viva nas cidades cobertas por concretos, ou mesmo as três àrvores distantes que permaneceram próxima ao tão sonhado Buteco em que nós embebedamos com sucos poeticos, aquelas árvores que nos paquera com seus ares tão vivo, enquanto desapercebidos bebemos nosso últimos instantes daquilo que resta do tempo tão romântico que gozamos daquelas dóceis aulas que anseamos não assistir!
Rose é o fim daquilo que nem deveria ter começado; um enterro japonês com direito à escolas de samba,
Rose é aquela palavra que todo mundo gostaria de pronunciar, mas que poucos ousam dizê- la...
Um bocejar prazeroso sem um J de Jocoso, mas com um T de não sei lá o que!
Coisa linda e bela que se completa naquilo ,que em essência, faz sentido ao existir!!!
Rezeile Selva


Escrito por eliezersb35 às 09h15
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A ultima da noite

Todos os direitos reservados

A última da noite no espelho
fazendo a barba daquela que oculta
e, entre janelas atiça os olhos
mirar paisagens que superabunda

Criando imagem dum quebra- cabeça
esfola-esfola mentes não pensantes
dançou a dança do mela e requebra
desgarrafando o gênio do encanto

A imagem agora inteira; nua e crua
desfaleceu as forças juvenis
que nas arestas envolto de encanto
ao exercitar-se aos poucos sucumbiu

E assim a imagem feita se desfez
e a esperança desapareceu
o impulso natural fez-se repouso
realizado - o corpo adormeceu.



Escrito por eliezersb35 às 08h07
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As melhores rimas são sentidas quando menos se espera

21/08/2012 

Bom é estar em silêncio

No intimo bosque -  entre os

Caules e as flores -

Bom é aprofundar- se sem pensar;

Sem pensar no que é bom ou ruim;

Sem rimas e sentidos;

Porque as melhores coisas

São sentidas quando menos se espera

E melhores rimas, às vezes, surgem em contrastes,

São as oposições que rimam as melhores sintonias,

Por isso a infância, calma e serena se apresenta na velhice,

Que chegou com os anos, com os anos que passaram,

Os equilíbrios são precisos como o presente: são pontes

Que unem um ao outro.

- E quem não teve uma infância?

- Quem não teve um momento de reflexão?

A reflexão é o inverso da perturbação

assim como o céu é do inferno!

Quer algo melhor?

Una a ponta do infinito e transforme- a em aliança!

Una os opostos e faça sentido aos dessentidos!

Não pensar é pensar ao contrario,

 se não fosse por isso,

 que sentido faria estar lendo o que vem por completo,

 qual livro, de minha memória?



Escrito por eliezersb35 às 10h28
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Vidas

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O que você leu

Não estava nas entrelinhas,

O que você conhece?

Qualquer comparação é banal,

Se pensarmos nos detalhes que não vimos;

Se pensarmos os caminhos vividos, e que vive, se vive. -

Quem viveu!

Todo homem é uma unidade;

Toda unidade uma constituição;

Então porque compararmos se estamos em liquidação?

Se somos como diamantes lapidando- se e desgastandos

Estamos quase em extinção?

Mas você insiste em compararmos, e eu quieto, apenas fico sem consentir,

Porque não vou entrar nesse embate, onde nada sai, onde tudo é em vão!

O que você leu não estava nas entrelinhas. O que você entendeu afinal?

Não, não preciso da resposta. Apenas responda quando estiver encarando- se ao espelho.

Mas, se acaso leste o todo e discernistes por completo. Sua completude esta por vir...

... Mas -  espere -  pois tudo que esta por vir é futuro, como são os céus ao tatear.

A noite e o dia não se repetem como se repete o seu achar!
Estamos quase em extinção, porque não temos o tempo em nossas mãos, e aos poucos, estamos escurecendo!

Vejamos aquelas pessoas que acreditavam que poderiam chegar a algum lugar!- Por que elas não chegaram tão uniformemente?- Por que algumas delas não chegaram?

Lembre- se daquelas crianças que riam suas vidas inocentes?- Olha o que a vida as reservou?

Será que meditamos nossos futuros?- Estamos calculando os passos para viver?- Que é a vida afinal?

Elas riam suas inocências, mas havia alguém que condoía, porque elas viviam seus cambitos e pés no chão. Elas viviam sua áridez num distinto momento "água e pão"!

Mas lembre- se que estamos apenas no caminho:

Não deixe que os outros sejam medidas de desespero, pois o futuro é escuridão sem fim: Leia a bula, mas não se apegue aos detalhes, se não estas doentes como alguém lá fora,

Veja como o tempo passa, aquelas crianças cresceram, na estrada, e algumas delas já estão pais. Tenho fotos de mim ainda jovem, mas esse tempo não volta mais,

Já não tenho aquela hercúlea força de menino, meus cabelos revelam minha idade. Não tenho nada a esconder, mas continuo relendo, porque se paro – deito e os olhos adormecem e, como meus pais no limbo, morro no jardim!



Escrito por eliezersb35 às 16h56
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